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HISTÓRIA DO SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO DA REGIÃO DO GRANDE ABC
ENTIDADE FUNDADA EM PLENO PERÍODO DO REGIME MILITAR
Movidos pela necessidade de organizar-se para lutar contra a exploração exercida pelos patrões, lideranças surgidas na categoria convocaram os trabalhadores de Santo André para assembleia, oportunidade na qual decidiram pela fundação da ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS COMERCIAIS DE MINÉRIOS E COMBUSTÍVEIS MINERAIS DE SANTO ANDRÉ, cujo registro qualificando-a como ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL foi concedido pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio no dia 29 de agosto de 1963.
A categoria ainda comemorava a conquista da ASSOCIAÇÃO, quando foi surpreendida pelo Golpe Militar que se instalou no País a partir do dia 1º de abril de 1964, o qual pelas decisões que tomava sinalizava que as dificuldades para a conquista tão sonhada de transformar a Associação em Sindicato estava só começando, tendo em vista a repressão exercida pelo Regime Militar que cerceava de todas as maneiras o direito à liberdade de organização seja a que nível fosse.
Diante dessas imposições a luta continuou até que a categoria obteve a vitória sacramentada no dia 13 de agosto de 1964, quando a ASSOCIAÇÃO obteve personalidade jurídica e passou a representar a categoria a partir daquele momento na condição de SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS COMERCIAIS DE MINÉRIOS E COMBUSTÍVEIS MINERAIS DE SANTO ANDRÉ E MAUÁ, conforme CARTA SINDICAL expedida pelo Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho e Previdência Social.
Tendo em vista as dificuldades que o sistema de exceção impunha, a Diretoria empossada no Sindicato, procurava na medida do possível e de suas limitações organizar os trabalhadores, as reuniões da Diretoria e as Assembleias com a categoria eram secretas e de preferência nos finais de semana ou feriados, a convocação tinha que ser muito cautelosa, o sigilo sobre o local era mantido pelos trabalhadores devido ao medo da perseguição dos militares, situação esta, que favorecia os patrões, os quais sabiam utilizar muito bem o sistema a seu favor, uma vez que este lhes propiciava inúmeras vantagens.
Naquela época, quando os representantes patronais descobriam que um determinado trabalhador havia comparecido na sede do Sindicato, não importava o motivo, era sumariamente demitido, o que causava medo nos demais trabalhadores, os quais passaram a notar uma certa apatia acompanhada de ausência de reação por parte da Diretoria do Sindicato da época, que nada faziam em defesa dos trabalhadores demitidos. A diretoria naquela época praticavam política de proximidade com as chefias das empresas, qualquer festividade realizada pelas empresas lá estavam como convidados de honra os sindicalistas, os quais em determinados eventos das empresas participavam do hasteando das bandeiras em conjunto com os gerentes, enquanto os trabalhadores eram mantidos na posição de ordem unida para a execução do Hino Nacional e obrigados a presenciar e ouvir discursos vazios acompanhados de bajulações de ambas as partes.
Na rádio peão se sabia era que os patrões ditavam as regras no Sindicato e os dirigentes diziam amém, essa situação foi aumentando a insatisfação entre os trabalhadores, os quais, devido a esse e outros comportamentos da direção sindical daquela época, começaram a discordar totalmente com aquela pratica, o que tornava a insatisfação cada vez mais aparente, levando ao distanciamento do Sindicato e dos dirigentes sindicais, os quais passaram a manifestar sua vontade por mudanças na direção sindical, por entenderem ser esta a forma de dar um basta aos desmandos dos patrões, seja no Sindicato ou no local de trabalho, mas principalmente para dar sua contribuição para o fim ao Regime Militar e lutar pela democracia no País.
Em meados dos anos 80, a insatisfação da categoria ganhava contornos mais ousados com o surgimento de novas lideranças, que se colocavam contra a posição daquela Presidência e clamavam por renovação, o que começou a surtir efeito posteriormente na eleição realizada em 1981, é como diz o velho ditado, se você não pode com o inimigo una-se a ele, com essa estratégia, algumas lideranças da categoria se aproximaram e passaram a fazer parte da Diretoria do Sindicato e numa chapa única foi realizada eleição para a gestão de 1981 a 1984. Mesmo assim, na eleição de 1984 surgiu uma chapa de oposição que se colocava contra a política daquele Presidente, a oposição perdeu a eleição que foi muito tumultuada, na qual alegaram ter havido fraude, sem conseguir provar. As novas lideranças que faziam parte da chapa da situação, sabiam da responsabilidade quanto ao seu papel na luta pela democratização do Sindicato. A partir dessa eleição tomaram para si o papel que a oposição tentou sem sucesso, agora mais experientes e apoiados pela maioria da categoria, deram início a um novo ciclo nas lutas e enfrentamentos da categoria contra as posições políticas dos patrões e contra o Regime Militar, pela democratização do País. Estava estabelecida uma nova ordem emanada dos trabalhadores, o que aumentava ainda mais a responsabilidade.
A categoria que antes não se sentia representada pela direção sindical, percebeu que as novas lideranças passaram a adotar políticas e posturas que apontavam para novos rumos, principalmente, por tudo que passaram a praticar. O trabalho começou a surtir efeito, várias foram as mobilizações da categoria, por empresa, que resultaram em conquistas de novos direitos, as assembleias eram realizadas na igreja católica da Vila Santa Cecília, em Mauá, o medo de antes se transformava em coragem, o primeiro movimento com paralização aconteceu na Liquigás (Capuava), numa greve deflagrada para derrubar a exigência de duas horas de almoço imposta aos trabalhadores da entrega automática e mista, implantada através de documento assinado individualmente, mas que a empresa não permitia o seu cumprimento, uma vez que os trabalhadores eram obrigados a almoçar em no máximo 30 minutos e retomar ao trabalho para vender o gás, sem direito ao descanso ou hora extra, situação esta, que até então, o Presidente daquela época vinha fazendo vista grossa. A paralisação que durou em torno de 04 horas, serviu para quebrar a intransigência patronal. Estava estabelecido um novo paradigma nas lutas da categoria. 
Os trabalhadores de outras empresas seguiram esse exemplo e passaram a deflagrar greves que resultaram em conquistas pontuais importantes para os trabalhadores, como por exemplo, a cesta básica, ticket restaurante, fim do trabalho aos domingos e feriados e etc.
Os movimentos por empresa serviram de combustível para conscientizar a categoria da necessidade da luta unificada contra os desmandos do Sindigás (Sindicato Patronal), culminando com a primeira greve geral comandada pelas novas lideranças e realizada fora da data-base cujo início foi no dia 13 de fevereiro de 1987 com duração de 17 dias. Nessa greve o Governo Federal passou por cima do Governador de São Paulo e determinou ao Comandante do batalhão de choque do Estado de São Paulo o envio da tropa de choque para reprimir os grevistas, como forma de intimidá-los e forçar o retorno ao trabalho. Os grevistas e as novas lideranças sindicais não se deixaram intimidar, numa demonstração de união foram para o enfrentamento e mantiveram a greve, em seguida o Tribunal foi acionado pelo Sindicato Patronal e julgou a greve ilegal, determinando o desconto dos dias parados e o retorno imediato ao trabalho, sob pena de punição, a categoria recusou essa imposição e passaram por cima do julgamento decidindo manter a greve, situação esta, que obrigou o Sindigás (Sindicato Patronal) retomar as negociações diretas, quando então apresentou durante Mesa Redonda na DRT/SP, uma proposta que atendeu as reivindicações da categoria, sem desconto dos dias parados e com garantia no emprego, sem punição aos trabalhadores.
Toda essa luta travada transformou-se em conquistas para a categoria, porém, é preciso destacar que em seguida vieram as eleições no Sindicato em junho de 1987, onde a vontade da categoria mais uma vez foi respeitada, pela primeira vez desde a fundação do Sindicato os trabalhadores indicaram o novo Presidente e vários membros da Diretoria, foram realizadas mudanças importantes na composição da diretoria, aconteceu algo jamais visto, metade da diretoria anterior foi substituída por novos candidatos que tiveram seus nomes indicados pela categoria, a renovação tão sonhada tornava-se realidade, as esperanças da categoria transformou-se em realidade.
Com a nova Diretoria empossada no dia 26 de agosto de 1987, as lutas se intensificaram na data-base daquele ano e o exemplo da greve de fevereiro de 1987 serviu para unificar a luta com os Sindicatos e, diante da recusa do Sindicato Patronal em atender às reivindicações da categoria, novamente foi deflagrada greve com duração de 13 dias, atingindo os Estados de São Paulo, Rio de janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, novamente houve enfrentamento com o batalhão de choque que cumpriu determinação do Governador do estado de São Paulo, em seguida o Tribunal mais uma vez julgou a greve ilegal, a categoria resistiu bravamente e mais uma vez saiu vitoriosa, depois vieram as greves de outubro de 1988 com a conquista da hora extra a 100%, 1989 (greve na data-base), 1990 (greve fora da data-base), outras greves vieram depois, os trabalhadores nunca sofreram desconto dos dias parados, conquistaram estabilidade no emprego e conquista de novos direitos, trabalhadores e sindicalistas que antes comemoravam a derrubada do Regime Militar e o direito de votar nas eleições diretas, agora comemoravam a autonomia da Diretoria do Sindicato que não aceitava ameaças dos patrões e muito menos a exploração patronal, sinal de novos tempos.
Hoje a categoria tem voz e vez no Sindicato, as principais lideranças daquela época que foram protagonistas para que as mudanças acontecessem, algumas delas até hoje estão na luta sindical liderando a categoria.
2014 é um ano importantíssimo para a categoria, nosso Sindicato completará no dia 13 de agosto 50 (cinquenta) anos de existência, uma história de muita luta e conquistas, que deve ser comemorado com orgulho pela categoria, para a Diretoria o sentimento é que o papel do Sindicato está sendo cumprido. 
Hoje podemos dizer que o resultado da nossa organização e todas as lutas travadas, as conquistas obtidas, nos credenciam e nos dão a condição política de realizar Assembleias Gerais representativas e eleições democráticas no Sindicato com ampla participação dos associados da categoria, o apoio e confiança na Direção é incontestável. Nossa luta valeu e está valendo a pena.
A DIRETORIA
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O VEREADOR SR. JOSÉ LUIZ CASSIMIRO APRESENTOU A INDICAÇÃO PARA IMPLANTAÇÃO DE FAIXA DE PEDESTRE E DISPOSITIVO DE SEGURANÇA PARA O TRÂNSITO

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O VEREADOR SR. JOSÉ LUIZ CASSIMIRO APRESENTOU INDICAÇÃO PARA INSTALAÇÃO DE ABRIGO EM PONTO DE ÔNIBUS   

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NA PRIMEIRA REUNIÃO COM O SIND TRR AS REINVINDICAÇÕES

DOS TRABALHADORES NÃO FORAM ATENDIDAS 

  

 

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O QUE É SINDICATO?

 

 

Os Sindicatos são Entidades privadas, dotadas de autonomia, livres da interferência e a intervenção do Poder Público, são constituídas por vontade da categoria, podendo ser de empregados ou de empregadores. Devem ser devidamente registrados em cartório e no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), cujo Órgão encarregado é a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), em Brasília-DF, após a verificação de que todos os requisitos formais foram atendidos, em processo Público, a SRT publicará no Diário Oficial da União a inscrição do registro no CNES-Cadastro Nacional de Entidades Sindicais e expedirá certidão com os dados respectivos. O MTE não fará exame de conveniência, restringindo-se a verificar aspectos formais (ex.: realização de Assembleia pela categoria, inexistência de outro Sindicato que represente a categoria na mesma base territorial, composição de diretoria eleita etc.).

A Ata da Assembleia Geral com a categoria é imprescindível para a criação da Entidade, para sua extinção, desmembramento, dissociação de categoria e para qualquer alteração substancial em sua base territorial ou em seu Estatuto Social. Constitui conduta antisindical a ingerência de qualquer Empresa nesses atos de iniciativa dos trabalhadores, por ferir a liberdade sindical.

Os Sindicatos Profissionais (= de trabalhadores) são unidades de luta na defesa e criação de direitos. Desempenham atividades de negociação e reivindicação coletiva, de representação, de conferência das contas na rescisão contratual (homologação), de paralizações coletivas, de lazer, de assistência jurídica, médica e odontológica.

Embora a essência dessa atividade seja a criação e defesa de direitos trabalhistas, as outras atribuições acabaram fazendo parte da atuação dos Sindicatos, porque o Estado não cumpre seu papel e não propicia aos cidadãos, especialmente aos trabalhadores mais humildes, o acesso à saúde, escola pública de qualidade e lazer, nem vem prestando assistência jurídica no plano trabalhista etc.

Contudo a atividade assistencialista não é o que se idealiza para a atuação sindical, porque torna os trabalhadores dependentes, apáticos, acomodados, sem nenhum juízo crítico nem consciência social, sem preparo político e distantes das verdadeiras lutas dos trabalhadores e dos Sindicatos.

De fato, os Sindicatos devem estimular a categoria a ser pró-ativa, a ser engajada nos movimentos, a saber reivindicar, a conhecer seus direitos. Os sindicalistas devem preparar os trabalhadores para sucedê-los na Direção da Entidade, com a mesma força e combatividade. E isto se dá mediante um processo de constante informação, qualificação e política de engajamento. Sem esses requisitos os trabalhadores da categoria ficam fragilizados, se tornam presas fáceis do capital explorador, principalmente daqueles empregadores que tem em sua pratica a adoção de política antisindical, que proíbe a sindicalização, que ignora as necessidades dos empregados, os quais na sua visão devem ser utilizados apenas como massa de manobra para alcançar seus objetivos financeiros seja a que custo for e quem não aceita sua política é perseguido e demitido sumariamente.

 

Portanto a existência dos Sindicatos Profissionais é o contra ponto fundamental no combate a toda e qualquer política de perseguição e exploração, pela valorização da mão de obra, por melhores salários, por condições dignas de trabalho e de vida, inclusive e principalmente para a família dos trabalhadores, sendo a família o maior motivo para o trabalhador consciente lutar pelos seus direitos junto com o Sindicato.

 

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO DA REGIÃO DO GRANDE ABC - Filiado à UGT - Valter Adalberto - Presidente.

 

 

 

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COMO SABER SE O SINDICATO É COMBATIVO OU NÃO?

Observe seu Sindicato e veja as conquistas da categoria em cada negociação coletiva. Atente para o comportamento da diretoria do Sindicato, veja se os diretores se aproximam dos trabalhadores da categoria, como eles são remunerados, se prestam contas de seus gastos, se têm jornal de divulgação; se a Entidade verifica rigorosamente as contas na homologação da rescisão contratual do empregado; se a diretoria se inteira das condições de trabalho no ambiente das Empresas; etc.

Alguns Sindicatos já custeiam cursos de qualificação profissional ou celebram convênios com Entidades Governamentais ou não, que possam qualificar os trabalhadores, abrindo novas perspectivas no mercado de trabalho. Isto é ótimo, porque o patamar salarial depende, também, do nível de qualificação profissional dos trabalhadores. Num país em que a rotatividade de trabalhadores é grande, torna-se importante preparar o trabalhador para as mudanças e deixa-lo sempre pronto para novas perspectivas do mercado de trabalho.

O bom Sindicato se preocupa com o futuro da categoria e zela por ela.

Há alguns fatos que expressam indícios de peleguismo sindical:

·        Diretoria que não se renova, mantendo-se no poder por décadas (diretores que fazem do Sindicato sua profissão sem realizar a luta em prol da categoria, são inertes), ou que tem no Sindicato uma unidade familiar, na sucessão por parentes, esposa, filho, etc., eternizando-se na direção ou praticando nepotismo nas Entidades;

·        Realização de Assembleias Gerais vazias, sem divulgação ou sem prévia discussão das pautas, fazendo prevalecer a vontade de todos menos da categoria;

·        Falta de aproximação com a base da categoria;

·        Poucas conquistas nas negociações coletivas;

·        Falta de incentivo ou criação de obstáculos à filiação ao Sindicato;

·        Recusa em apresentar a prestação de contas;

·        Falta de jornal e outros informativos, que noticiem o que está acontecendo no mundo do Sindicato e da categoria;

·        Desorganização na assistência, quando da rescisão contratual (homologação da rescisão), concordando sempre com as contas apresentadas pelo empregador;

·        Custeio das despesas pelas Empresas;

·        Dificuldades de acesso à diretoria quando os trabalhadores a procuram; etc.

·        Observe se conquistas antigas fruto de lutas importantes da categoria são retiradas por dirigentes pelegos, que o fazem sem nenhum constrangimento, muitas vezes com discurso manipulador, que induz os trabalhadores ao erro, dosando a pílula de tal maneira para que estes aprovem propostas em seu prejuízo, sem perceber que estão sendo lesados, com isso o “pseudo dirigente” coloca em primeiro lugar sua vontade e do empregador. Será que isso é de graça? Isso é imoral;

Mas a diretoria só permanece no cargo enquanto a categoria permitir. Cada associado deve ficar atento ao trabalho dos dirigentes e pedir esclarecimentos sempre que necessário; Solicitar cópia de atas e dos instrumentos coletivos celebrados. Lembrem-se: Seu salário e sua condição de trabalho dependem disso. Sua vida, seu bem-estar, de sua família, de seus colegas... tudo depende disso. Sim, afinal, cerca de 08 horas diárias de seu dia são destinadas ao trabalho e é dele que retira seu sustento e de sua família, com lazer, vestuário, alimentação, remédios, transporte, educação etc. O trabalhador deve ficar Atento.

 

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO DA REGIÃO DO GRANDE ABC - Filiado à UGT - Valter Adalberto - Presidente.

 

 

 

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SINDICATOS COMBATIVOS

 

Os Sindicatos se legitimam pela(s):

·        Combatividade sindical;

·        Luta sindical;

·        Conquistas trabalhistas;

·        Proximidade com os trabalhadores da sua categoria.

Sindicatos inertes, pelegos, “amarelos”, que renunciam direitos já assegurados pela lei ou os reduzem sem nenhum proveito aos trabalhadores, causam prejuízo social aos trabalhadores da categoria e perdem sua legitimidade, perdem sua base, perdem a credibilidade, perdem a confiança dos trabalhadores da categoria.

Ser combativo não é adotar postura de Greve ou de beligerância permanentes, de desrespeito à ordem jurídica, de anarquia nem de afastamento ou violência perante o empresariado ou a população. É saber lutar pela boa causa, conforme o momento, a conveniência e meios mais adequados; é saber tramitar perante as instituições públicas.

O mundo moderno é o mundo do diálogo, em que vence quem melhor souber dialogar. Os conflitos devem ser solucionados pacificamente, nas mesas de entendimento. E num Estado Democrático de Direito, rico em conquistas sociais, é preciso saber manusear as liberdades e andar conforme o ordenamento jurídico.

A cada dia se exige mais dos diretores sindicais. Eles:

·        Devem conhecer a legislação trabalhista, um pouco de economia e muito de política sindical;

·        Precisam estar antenados com a categoria, saber o melhor para a profissão conforme o mercado de trabalho, as tendências do mundo para o trabalho, como age o capital, ficar atentos à política econômica e conhecer com profundidade as técnicas de negociação.

Também devem conhecer as instituições públicas (em especial, Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e outros Órgãos de fiscalização trabalhista). É preciso aproximar-se dessas Entidades para travar parcerias, não para criar vínculos de subordinação.

Com a cabeça sempre moderada, não podem perder o norte de seu cargo, que é defender a categoria, indo atrás das conquistas, ao invés de esperar que os problemas cheguem. Devem estar sempre à frente dos conflitos, prevendo fatos e evitando acirramentos desnecessários. Contorna-se o que der, e combate-se o que for preciso.

O Sindicato combativo não se limita a denunciar e esperar que os Órgãos Públicos façam o papel da própria Entidade de Classe. Esta atitude cria dependência, o que não é bom para o regime de liberdades sindicais. Por exemplo: sempre que um Sindicato puder ajuizar Ação Civil Pública ou outra modalidade de demanda judicial, não cai bem esperar que o Ministério Público tome a tutela da categoria. Independentemente do que um possa fazer, cabe ao outro agir.

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO DA REGIÃO DO GRANDE ABC - Filiado à UGT - Valter Adalberto  - Presidente.

 

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Companheiros (as) bom dia,
 
Conforme o comunicado Ultragaz Express, a empresa mudou a regra do plano de saúde a partir de 1º de junho de 2013, após resistir por vários anos, decidiu permitir que as empregadas possam incluir o marido como dependente no plano de assistência médica e odontológica, sob o argumento de que essa é uma ação que busca padronizar os benefícios na empresa e está alinhada com as iniciativas relacionadas à qualidade de vida dos empregados e de suas famílias.
 
Ocorre que a empresa como sempre omitiu nos seus comunicados e nesse não está sendo diferente, que os Sindicatos é que reivindicaram a inclusão desse direito e, mais uma vez tenta caracterizar que essa atitude é uma liberalidade da empresa, o que não é verdade. Na verdade a empresa não age com transparência ela coloca a medalha no seu próprio peito e não assume que existe outros atores importantes nesse contexto, como por exemplo, tenta anular a participação dos Sindicatos e da categoria que foram fundamentais para que essa mudança ocorresse, assim como fez quando da implantação da campanha de vacinação contra a gripe que omitiu a reivindicação dos Sindicatos.
 
Se a Ultragaz está de fato preocupada com os empregados e empregadas como tenta demonstrar, porque não atendeu a nossa pauta de reivindicações sobre o plano de assistência médica e odontológica, para que nos casos de internação hospitalar seja permitida a opção pela acomodação em quarto individual/apartamento, para os empregados, empregadas e dependentes legais e agregados, que já existe essa cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho, mas que por capricho da empresa, seus representantes não aceitaram a atualização da data de validade desde o ano de 2004, porém, é bom que se diga para deixar registrado, que a empresa continua concedendo esse benefício aos empregados que ocupam cargos de confiança, menos para os empregados que ocupam cargos de Operador I, II, II, IV; Balanceiro, Qualificador, Operador de Armazenamento de GLP, Conferente, Ajudante de Ultrasystem, Ajudante de entrega Industrial Envasado, Motorista, Auxiliar Administrativo, Assistente Administrativo, Mecânico de Manutenção, Mecânico de Veículos, Vigilante Patrimonial, Auxiliar de Segurança, Líder e outros. Onde está a preocupação da Ultragaz com qualidade de vida dos empregados e de suas famílias nesse caso?
 
Temos que usar a mesmo argumento sobre o Auxílio Creche, o qual tem feito parte das diversas pautas de reivindicações que apresentamos para a empresa nos últimos anos, onde o que pedimos é apenas a equiparação das condições de concessão desse benefício aos empregados e empregadas da Ultragaz, nas mesmas condições praticadas na Utingás, ou seja, que a empresa reembolsará suas empregadas (os), mensalmente, até o valor de R$ 583,25 (quinhentos e oitenta e três reais e vinte e cinco centavos), a título de auxílio creche, limitado até o 36º (trigésimo sexto) mês de idade de cada filho (a), mediante comprovação, a exemplo do que é praticado pela Utingás:§ Único - A Empresa concederá também às suas empregadas, durante o expediente normal duas horas diárias acertadas com a chefia, para amamentação de seus filhos até que estes completem 06 (seis) meses de vida. Fica a pergunta no ar para resposta da Ultragaz.
 
Porque a Utingás que é uma empresa do Grupo Ultra, que apenas armazena o GLP, com uma margem bem inferior à margem da Ultragaz por quilo, pode conceder esse benefício aos empregados e empregadas e a Ultragaz não. Onde está a preocupação da Ultragaz com qualidade de vida dos empregados e de suas famílias nesse caso?
 
Enquanto sindicalistas, temos que esclarecer os empregados e as empregadas, que se não fosse a atuação dos Sindicatos e da categoria que apresentaram essa reivindicação de inclusão do cônjuge nas pautas de reivindicações dos últimos anos, nada disso estaria acontecendo, a Ultragaz nega a reivindicação na mesa de negociações, mas copia a nossa ideia e coloca em pratica unilateralmente, não adianta a empresa tentar anular a participação dos Sindicatos nessa conquista, pois essa atitude somente servirá de estimulo para nos fortalecer ainda mais e nos motivar para continuarmos lutando pelo que a categoria necessita, se a empresa desse mais atenção às nossas pautas de reivindicações, esse malfadado argumento utilizado de que a empresa está alinhada com as iniciativas relacionadas à qualidade de vida dos empregados e de suas famílias, não soaria tão mal, pois tem caráter de uma postura demagógica, oportunista e individualista, o crédito deve ser dado a quem tem, nesse caso as Entidades Sindicais, a categoria e a Ultragaz. Essa é mais uma vitória da luta persistente dos trabalhadores e trabalhadoras da categoria e das Entidades Sindicais.
 
Saudações Sindicais
 
Valter Adalberto
Presidente

 

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1º DE MAIO, DIA DOS TRABALHADORES

 

Nosso Sindicato se fez presente no ato unificado em homenagem ao dia dos trabalhadores, realizado na Praça Campo de Bagatelle, em São Paulo, Capital, pela nossa Central Sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores), em conjunto com a Força Sindical, CTB e NCST e Sindicatos Filiados.

Esse foi o dia de reafirmarmos as bandeiras de luta da classe trabalhadora, o 1º de Maio deste ano foi muito especial para o movimento sindical brasileiro e os trabalhadores, pois as quatro maiores Centrais Sindicais do País estão unidas para comemorar essa data, bem como o aniversário de 70 anos da CLT, 25 anos da Constituição Federal e também na defesa de uma pauta unitária que atenda os anseios dos trabalhadores.

Nossa luta sem trégua é pela jornada de trabalho com 40 horas semanais, sem redução do salário e o fim do Fator Previdenciário, prática perversa que penaliza os trabalhadores no momento da aposentadoria, causando-lhes prejuízo de até 40% nesse direito.

Nós, da UGT, juntos com as demais centrais, estamos travando uma verdadeira guerra no Congresso Nacional para a aprovação de Leis para impedir a exploração do trabalhador pelos maus patrões, aqueles que mantém o trabalhador na informalidade, no regime de trabalho escravo, fazendo com que ele viva sem qualquer representação sindical, sem o amparo da CLT, dos direitos trabalhistas, dos acordos coletivos, da Previdência Social e do direito de recorrer à Justiça do Trabalho. Por causa desses maus patrões esses trabalhadores nunca vão ver a cor do 13º salário, do seguro-desemprego, do FGTS, das férias, da licença-maternidade e da aposentadoria e outros direitos. Viva os trabalhadores brasileiros e a nossa categoria.

SINDICATO DOS TRABALHADORES NO COMÉRCIO DE MINÉRIOS E DERIVADOS DE PETRÓLEO DA REGIÃO DO GRANDE ABC – Valter Adalberto - Presidente  

 

 

 

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ATA DA REUNIÃO DE NEGOCIAÇÃO COLETIVA SERGÁS 2012/2013

 

Ata da Reunião de negociação da data-base 1º de setembro de 2012, realizada no dia 22 de novembro de 2012, às 11:00 horas, na sede da Fepetrol, localizada na Rua Vergueiro, 2327 – Vila Mariana – São Paulo – SP, entre o Sindicato das Empresas Representantes de Gás Liquefeito de Petróleo da Capital e dos Municípios da Grande São Paulo – (Sergás), representado pela Comissão de Negociação Composta Pelos Srs. Robson Carneiro dos Santos – Presidente, Vera Lúcia Rizardi, Alcides Vieira, Gilmar Fagundes, Manoel Cesar Lopes e Carlos Alberto e a Federação dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo no Estado de São Paulo (Fepetrol), representanda pelos Srs. José Martins dos Santos e Claudinei Alves de Souza,  Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo da Região do Grande ABC, de São José dos Campos e Vale do Paraíba e do Estado de São Paulo, representados respectivamente pelos Srs. Valter Adalberto, André Lincoln Vicentini, Francisco Benício da Silva, Antonio Eudimar de Oliveira, Luiz José Gila da Silva, Cicero Ferreira da Silva, Adilson Carvalho de Lima e Maria Antonieta de Lima. Iniciados os trabalhos foram discutidas as Cláusulas contidas no elenco reivindicatório da categoria profissional, dada a palavra ao Sindicato Patronal foi dito que, para vigorar a partir de 1º de setembro de 2012 propõe reajuste salarial de 7% para salários acima dos pisos salariais; Os Pisos Salariais dos Ajudante/Atendente de Portaria/Aux. Administrativo/ Aux. De Vendas e Outras funções serão reajustados em 10% (dez por cento) passando a vigorar o valor de R$ 781,00 + 30% de Adicional de Periculosidade = R$ 1.015,30; Vendedor de GLP Domiciliar e Instalador Industrial R$ 793,45 + 30% de Adicional de Periculosidade = R$ 1.031,48; Entregador Motorizado R$ 789,77 + 30% de Adicional de Periculosidade = R$ 1.026,70; Motorista R$ 793,59 + 30% de Adicional de Periculosidade = R$ 1.031,67; Motorista Carreteiro R$ 943,14 + 30% de Adicional de Periculosidade = R$ 1.226,08; Vale Refeição no valor unitário de R$ 12,00 (doze Reais) mantida a redação da CCT anterior; Participação nos Lucros e/ou Resultados para pagamento a ser efetuado até 30/04/2013 valor correspondente a 50% do salário base vigente na data do pagamento acrescido do adicional de periculosidade, Para Pagamento no período de 01/05/2013 à 31/08/2013, valor correspondente a 100% do salário base vigente na data do pagamento, acrescido do adicional de periculosidade; Diária para viagem R$ 29,00; Manutenção das demais cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho Anterior; Vigência de 01/09/2012 à 31/08/2013. No que diz respeito à cláusula 30 da pauta de reivindicações 2012/2013 referente a aposentadoria, as partes assumem o compromisso de voltar a discutir o assunto até o dia 30/05/2013. Na cláusula da contribuição assistencial/confederativa/negocial as entidades profissionais que optarem poderão fazer constar os valores e condições de recolhimento. As diferenças salariais e demais cláusulas de benefícios serão calculadas retroativas a 01/09/2012 e pagas até o 5º dia útil do mês de dezembro/12. As Entidades Profissionais ficaram de levar a proposta aos seus representados em assembleia, assumindo o compromisso de enviar Ofício com a resposta sobre a proposta formulada pela Entidade Patronal até o dia 27/11/12. Nada mais havendo a tratar foi lavrada a presente ata que segue assinada por todos os presentes.

 

 

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A PARTICIPAÇÃO NOS LUCROS OU RESULTADOS

 A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) é um direito do trabalhador assegurado pela lei e pela Constituição Federal. A CLT, em seu artigo 621, já previa a participação nos lucros. "Art. 621 - As Convenções e os Acordos poderão incluir entre suas cláusulas disposição sobre a constituição e funcionamento de comissões mistas de consulta e colaboração, no plano de empresa e sobre participação nos lucros. Estas disposições mencionarão a forma de constituição, o modo de funcionamento e as atribuições das comissões, assim como o plano de participação, quando for o caso." Posteriormente a Constituição Federal/88 e seu art. 7º, XI cita: “Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em lei;“ Com seu correto uso as empresas poderão se utilizar deste instrumento de gestão empresarial para alavancar seus números, bem como trazer benefícios aos colaboradores, atingindo ótimos resultados para ambos. A PLR é uma ferramenta que permite uma maior participação e empenho dos empregados na produtividade da empresa, proporciona a motivação e comprometimento dos funcionários. O Sindicato é o representante legitimo dos trabalhadores, os dirigentes sindicais e representantes indicados pelo Sindicato garante

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